Melanoma (Cancer de pele)

Melanoma é um tipo de cancer que atinge o tecido epitelial, mais especificamente a pele. Representa 5% dos tipos de cancer da pele, sendo o mais grave. O melanoma origina-se nos melanócitos, células localizadas na epiderme, responsáveis pela produção de melanina e, portanto, pela cor da pele. É sempre maligno. superficial: mais comum (70% dos casos de melanoma) e menos agressivo dos melanomas; nodular: segunda maior frequência entre os melanomas; lentigo maligno melanoma; acral lentiginoso: menos frequente (mais comum entre indivíduos de pele escura) e mais agressivo. Existe ainda uma forma rara de melanoma, o amelanocítico. O tratamento e prognóstico dos melanomas depende do tempo evolução da doença, grau de invasão, subtipo e outros fatores. Melanoma Maligno O melanoma maligno origina-se dos melanócitos, as células que produzem o pigmento melanina que dá cor à pele. O melanoma é mais comum na pele mas pode surgir também raramente em outros epitélios, como no olho, nas mucosas do esófago, vagina e outros órgãos do enfermo. Genes mutados frequentemente incluem o CDK4 (uma cinase de ciclina), o BRAF, um membro da família dos oncogenes RAS, e o MC1R (receptor que controla a síntese de melanina). As células do melanoma concentram-se inicialmente em ninhos bem ou mal formados. Elas são maiores que os melanócitos normais, e podem ou não produzir melanina (se não produzem são melanomas acrómicos). As células têm grandes núcleos irregulares, nucléolos proeminentes. Um elevado número de mitoses sugere mau prognóstico. Pode-se observar em estágios avançados a invasão de nervos, vasos sanguíneos e linfáticos, indicando um mau prognóstico. A existência de resposta imunitária vigorosa, como infiltração de linfócitos, sugere melhor prognóstico. A maior parte dos melanomas diagnosticados é superficial, restrito à epiderme ou à junção dermo-epidérmica ( camadas externas da pele) e não costuma ser metastático. Em estágios mais avançados, pode crescer para camadas mais profundas e para os lados. Com o aprofundamento do melanoma, há maior probabilidade de que as células do melanoma sejam metastatizadas ( ou seja, caminhem para outros órgãos do corpo). As metástases mais comuns do melanoma são para o fígado, linfonodos e cérebro. Prognóstico e terapiaO tratamento do melanoma em estágios iniciais é cirúrgico. A probabilidade de sucesso na cirurgia depende do crescimento vertical do tumor. As pessoas com tumores denominados "in situ" ( ou seja, nos casos em que o tumor está restrito à epiderme) apresentam chance de cura total próxima a 100% através da remoção cirúrgica. Quanto mais profundo o melanoma, mais difícil tende a ser seu tratamento. Quando o melanoma é mais profundo, pode ser necessário fazer a investigação da presença de células de melanoma em linfonodos da região afetada ( exame denominado "linfonodo sentinela"). Caso haja detecção de um linfonodo afetado por células de melanoma neste exame, pode ser necessária a retirada de todos os linfonodos da região afetada. O tratamento do melanoma metastático consiste em quimioterapia e tratamentos com imunomoduladores. Recentemente, cientistas conseguiram, através da manipulação de linfócitos, curar dois pacientes com melanoma metastático. No entanto, nenhum dos outros pacientes testados teve a mesma resposta ao tratamento. Novos estudos estão sendo realizados para aperfeiçoar a técnica e torná-la mais eficaz, podendo até mesmo ser aplicada a outros tipos de câncer. Melanoma Estadiamento Se o diagnóstico for melanoma, o médico precisa de saber a extensão ou estadio da doença, antes de planear o tratamento. O estadiamento corresponde a uma cuidadosa avaliação da espessura do tumor, da extensão da invasão da pele, ou se as células de melanoma invadiram os gânglios linfáticos vizinhos ou outras partes do corpo. O médico pode remover os gânglios linfáticos regionais, para detectar possíveis células cancerígenas; essa cirurgia pode ser considerada parte do tratamento, tendo em conta que a remoção de gânglios linfáticos cancerígenos pode ajudar a controlar a doença. O médico irá fazer um rigoroso exame clínico e, se o tumor for espesso, pode pedir uma radiografia ao tórax, análises sanguíneas e exames de imagem do fígado, ossos e cérebro. No melanoma, são usados os seguintes estadios: ◦Estadio 0: no estadio 0, as células de melanoma encontram-se apenas na camada exterior da pele e não há invasão dos tecidos mais internos. ◦Estadio I: nesta fase o melanoma é fino. ◦Não tem mais de 1 milímetro de espessura; a camada externa da pele (epiderme) pode apresentar ulceração (com uma aparência "arranhada"). ◦O tumor pode ter entre 1 e 2 milímetros de espessura, sem ulceração. ◦As células de melanoma não se disseminaram para os gânglios linfáticos vizinhos. ◦Estadio II: o tumor tem, pelo menos, 1 milímetro de espessura. ◦O tumor tem entre 1 e 2 milímetros de espessura; há ulceração. ◦A espessura do tumor é superior a 2 milímetros; pode haver ulceração. ◦As células de melanoma não se disseminaram para os gânglios linfáticos vizinhos. ◦Estadio III: as células de melanoma propagaram-se para os tecidos circundantes. ◦As células de melanoma disseminaram-se para um ou mais gânglios linfáticos circundantes, ou ◦As células de melanoma disseminaram-se para tecidos adjacentes ao tumor original, mas não para os gânglios linfáticos. ◦Estadio IV: as células de melanoma metastizaram para outros órgãos, para os gânglios linfáticos ou para zonas da pele longe do tumor original. ◦Recidiva: significa que o tumor voltou (progrediu ou recidivou) após o tratamento. Pode voltar a surgir no local original ou noutra parte do corpo. O TRATAMENTO DO MELANOMA Para cada caso de melanoma, o médico irá desenvolver um plano de tratamentos que vá de encontro às necessidades específicas de cada pessoa. O tratamento do melanoma depende, principalmente, do estadio da doença, da idade e do estado de saúde geral da pessoa, entre outros factores. O médico poderá falar consigo sobre as possíveis escolhas de tratamento e resultados esperados, tendo em consideração os benefícios esperados e possíveis efeitos secundários de cada opção. O médico pode aconselhar a consulta com um médico especialista. O melanoma pode ser tratado por diferentes especialistas, como sejam: dermatologista, cirurgião, oncologista, radioterapeuta e cirurgião plástico. Pode ter um especialista diferente, para cada tipo de tratamento que vá fazer. OUVIR UMA SEGUNDA OPINIÃO Antes de começar o tratamento, pode querer ouvir uma segunda opinião sobre o diagnóstico e das opções de tratamento. Poderá precisar de algum tempo e esforço adicional, para juntar todos os registos médicos (exames imagiológicos, lâminas da biópsia, relatório patológico e plano de tratamentos proposto) e marcar uma consulta com outro médico. Em geral, mesmo que demore algumas semanas, até ouvir uma segunda opinião, o tratamento não se torna menos eficaz. No entanto, há situações em que é necessário fazer tratamento imediato; é importante referir este possível atraso ao médico. Nos centros de oncologia, trabalham, muitas vezes, vários médicos de especialidades diferentes juntos, formando uma equipa multidisciplinar. PREPARAÇÃO PARA O TRATAMENTO Muitas pessoas com melanoma, querem saber toda a informação possível sobre a sua doença e métodos de tratamento; querem participar nas decisões relativas ao seu estado de saúde e cuidados médicos de que necessitam. Saber mais acerca da doença, ajuda a colaborar e reagir positivamente. No entanto, o choque e o stress que se seguem a um diagnóstico de melanoma, podem tornar difícil pensar em todas as perguntas e dúvidas que quer esclarecer com o médico. Muitas vezes, é útil elaborar, antes da consulta, uma lista das perguntas a colocar ao médico. Antes de iniciar o tratamento, pode querer colocar algumas questões ao médico: ◦Qual é o meu diagnóstico? ◦Qual é o estadio da doença? ◦Quais são as minhas opções de tratamento? Qual recomenda? Porquê? ◦Quais são os benefícios esperados de cada tipo de tratamento? ◦Quais são os riscos e possíveis efeitos secundários de cada tratamento? ◦Como me sentirei depois da cirurgia? ◦Se tiver dores, como poderão ser controladas? ◦Depois da cirurgia, irei precisar de mais tratamentos? ◦Ficarei com uma cicatriz? Precisarei de fazer uma cirurgia plástica? ◦Quanto custará o tratamento? ◦Irá o tratamento afectar as minhas actividades normais? Durante quanto tempo? ◦Com que frequência deverei fazer novos exames? ◦Será indicado participar num ensaio clínico (estudo de investigação)? Pode ajudar-me nos contactos iniciais? Não precisa de fazer todas as perguntas de uma vez; terá outras oportunidades para pedir ao médico que explique a informação que não ficou clara, e pedir esclarecimentos adicionais. MELANOMA: MÉTODOS DE TRATAMENTO Uma pessoa com melanoma pode fazer cirurgia, quimioterapia, terapêutica biológica ou radioterapia. Os tratamentos podem ser feitos em associação. Em qualquer estadio do melanoma, podem ser administrados medicamentos para controlar a dor e outros sintomas do cancro, bem como para aliviar os possíveis efeitos secundários do tratamento. Estes tratamentos são designados como tratamentos de suporte, para controlo dos sintomas ou cuidados paliativos. Poderá perguntar ao médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento. No tópico "Investigação Sobre o Cancro”, poderá encontrar mais informação sobre os ensaios clínicos actualmente a decorrer. Poderá, ainda, querer falar com o médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento. CIRURGIA A cirurgia é o tratamento mais comum para o melanoma. O cirurgião remove o tumor e algum tecido saudável em volta, para ter margens de "segurança". Este procedimento reduz a probabilidade de ficarem células cancerígenas na zona do tumor. A extensão e profundidade da pele circundante que necessita de ser removida, depende da espessura do melanoma e do quão profundamente invadiu a pele. Durante a biópsia, pode conseguir-se remover a totalidade de um melanoma muito fino; pode não ser necessária outra cirurgia. Se o melanoma não for completamente removido durante a biópsia, é necessário retirar o restante tumor. Na maioria dos casos, a cirurgia adicional é realizada para remover tecido de aspecto normal que rodeia o tumor, para ter margens de segurança, ou seja, para assegurar que todas as células de melanoma são removidas. Este procedimento é frequentemente necessário, mesmo para melanomas finos; se o melanoma for espesso, o médico pode necessitar de remover uma margem de tecido saudável maior. Se for removida uma área de tecido grande, o cirurgião pode fazer um enxerto; para este procedimento, o médico usa pele de outra parte do corpo para substituir a pele que foi removida. Os gânglios linfáticos perto do tumor podem ser removidos, tendo em conta que o tumor pode disseminar-se através do sistema linfático. Se o patologista encontrar células cancerígenas nos gânglios linfáticos, pode significar que a doença já se espalhou para outras partes do corpo. Para remover os gânglios linfáticos, são usados dois procedimentos: ◦Biópsia do gânglio sentinela: esta biópsia é realizada depois da biópsia do próprio melanoma, mas antes da excisão mais completa do tumor. Nesta operação, um cirurgião especialmente treinado injecta perto do tumor uma substância radioactiva. O cirurgião segue e acompanha o movimento desta substância num ecrã de computador (mapeamento do gânglio sentinela). O primeiro gânglio a fixar a substância é chamado de gânglio sentinela. O cirurgião remove o gânglio sentinela para averiguar se existem células cancerígenas. Se no gânglio sentinela existirem células cancerígenas, o cirurgião remove os restantes gânglios da zona. No entanto, se tal não acontecer, não são removidos mais gânglios. ◦Dissecção dos gânglios linfáticos: o cirurgião remove todos os gânglios linfáticos na zona do melanoma. Quando um tratamento é administrado depois da cirurgia, é chamado tratamento adjuvante; o objectivo é destruir quaisquer células cancerígenas que tenham permanecido no organismo. A pessoa pode receber terapêutica biológica (imunoterapia). Regra geral, a cirurgia não é eficaz para controlar o melanoma disseminado (metastizado) para outras partes do organismo. Nestes casos, o médico pode usar outros métodos de tratamento, tal como a quimioterapia, a imunoterapia, a radioterapia ou uma associação destes métodos. QUIMIOTERAPIA A quimioterapia consiste na utilização de fármacos para matar as células cancerígenas de melanoma. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo - terapêutica sistémica. Por outro lado, pode ser efectuada uma perfusão selectiva do membro (também chamada de quimioterapia por perfusão arterial selectiva): quando o melanoma surge num braço ou numa perna, os fármacos da quimioterapia são colocados directamente na corrente sanguínea do membro. O fluxo de sangue, de e para o membro, é interrompido durante algum tempo, permitindo que a maioria do fármaco atinja directamente o tumor; desta forma, grande parte da quimioterapia permanece nesse membro. Adicionalmente, os fármacos podem ser aquecidos antes da injecção. Este tipo de quimioterapia chama-se perfusão hipertérmica. A quimioterapia é, geralmente, administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com uma regularidade específica, de situação para situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias; existe, depois, um período de descanso, para recuperação, que pode ser de vários dias ou mesmo semanas, antes de fazer a próxima sessão de tratamento. A maioria das pessoas com melanoma fazem quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório do médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, algumas podem precisar de ficar no hospital, enquanto fazem a quimioterapia. IMUNOTERAPIA A imunoterapia, também chamada terapêutica biológica, utiliza a capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário (o sistema de defesa natural do organismo). Em alguns casos, a imunoterapia administrada depois da cirurgia pode ajudar a prevenir a recidiva do melanoma. Para doentes com melanoma metastizado ou com elevado risco de recidiva, pode ser recomendado outro tipo de imunoterapia, depois da cirurgia. RADIOTERAPIA A radioterapia usa raios de elevada energia para matar as células cancerígenas. Na radiação externa, a radiação provém de uma máquina emissora. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas. Este tipo de radiação pode ser usado para controlar o melanoma que se metastizou para o cérebro, para os ossos e para outras partes do corpo. Pode diminuir o tamanho do tumor (regressão) e/ou aliviar os sintomas. ESCOLHA DO TRATAMENTO EM FUNÇÃO DO ESTADIO Em seguida será feita uma breve descrição dos tratamentos mais usados para cada estadio (ainda que outros tratamentos possam também ser adequados). Estadio 0 No melanoma em estadio 0, pode ser feita uma pequena cirurgia, para remover o tumor e algum tecido circundante (margens de segurança). Estadio I No melanoma em estadio I, pode ser feita cirurgia para remoção do tumor. O cirurgião também pode remover cerca de 2 centímetros de tecido, em redor do tumor. Para "cobrir" a área exposta (ferida), pode ser feito um implante. Estadio II ou III No melanoma em estadio II ou III, ainda pode ser feita cirurgia para remoção do tumor. O cirurgião pode remover cerca de 3 centímetros de tecido, em redor do tumor. Pode ser feito um implante, para cobrir a área exposta (ferida). Por vezes o cirurgião remove gânglios linfáticos vizinhos. Estadio IV No melanoma em estadio IV, frequentemente são efectuados cuidados paliativos. O objectivo dos cuidados paliativos é ajudar a pessoa a sentir-se melhor, física e emocionalmente; pretende-se, com este tipo de tratamento, controlar a dor e outros sintomas, e ainda aliviar os efeitos secundários do tratamento (tais como as náuseas), mais do que prolongar a vida. O doente pode fazer: ◦Cirurgia para remoção dos gânglios linfáticos contêm células cancerígenas ou para remover tumores que metastizaram para outras zonas do corpo. ◦Radioterapia, terapêutica biológica ou quimioterapia, para aliviar os sintomas. RECIDIVA DE MELANOMA O tratamento para a recidiva de melanoma depende do local onde o tumor reapareceu, dos tratamentos que a pessoa já fez, entre outros factores. Tal como acontece no melanoma de estadio IV, o tratamento geralmente não cura a recidiva de melanoma. Os cuidados paliativos são, geralmente, uma parte importante do plano de tratamentos. Muitas pessoas fazem cuidados paliativos para aliviar os sintomas, enquanto fazem os tratamentos anti-cancerígenos para diminuir a progressão da doença. Outros, fazem-nos apenas para melhorar a qualidade de vida, através da diminuição da dor, das náuseas e de outros sintomas. A pessoa pode fazer: ◦Cirurgia, para remoção do tumor. ◦Radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, para aliviar os sintomas. ◦Fármacos de quimioterapia aquecida, injectados directamente no tumor. MELANOMA: EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS Tendo em conta que, provavelmente, o tratamento do melanoma danifica células e tecidos saudáveis surgem, assim, os efeitos secundários. Alguns efeitos secundários específicos dependem, principalmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos). Os efeitos secundários podem não ser os mesmos em todas as pessoas, mesmo que estejam a fazer o mesmo tratamento. Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem mudar na sessão seguinte. O médico irá explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento, e qual a melhor forma de os controlar. CIRURGIA Os efeitos secundários da cirurgia dependem, essencialmente, do tamanho e localização do tumor, bem como do tipo de operação. O tempo necessário para a recuperação é diferente, de pessoa para pessoa. É normal sentir-se cansado ou fraco, durante algum tempo. A maioria das pessoas sente algum desconforto, nos dias seguintes à cirurgia. No entanto, já há formas de controlar a dor. Antes da cirurgia, deverá perguntar ao médico qual a melhor forma de aliviar a dor. A medicação para a dor (ex.: analgésicos), pode ser ajustada. Algumas pessoas têm receio que a cirurgia, ou mesmo a biópsia ao tumor, possa "ajudar" a metastizar a doença. É pouco provável que esta situação ocorra. O cirurgião usa métodos que não deverão "permitir" que as células cancerígenas se disseminem, ou seja, que metastizem. As cicatrizes podem ser motivo de preocupação para algumas pessoas. Para evitar grandes cicatrizes, o médico remove o mínimo de tecido possível, não deixando de proteger contra a recidiva. Em geral, a cicatriz da cirurgia, para remoção de um melanoma em estadio inicial, é uma pequena linha, com 2,5 a 5 centímetros, que desaparece com o tempo. O facto de a cicatriz ser muito visível, não depende apenas da zona onde estava o melanoma: depende também da facilidade de cura e do facto da pessoa poder desenvolver cicatrizes com relevo, chamadas quelóides. Quando um tumor é grande e espesso, o médico tem que remover mais pele circundante e outros tecidos, incluindo músculo. Apesar dos implantes de pele reduzirem a cicatriz provocada pela remoção de grandes tumores, estas cicatrizes serão sempre bastante evidentes. A cirurgia para remoção dos gânglios linfáticos, da axila ou da virilha, pode danificar o sistema linfático e atrasar o fluxo de linfa, no braço ou na perna. A linfa pode acumular-se num membro e causar inchaço (edema linfático). O médico pode sugerir exercícios, ou outra forma de reduzir o inchaço, se este se tornar um problema. Adicionalmente, é mais difícil para o organismo lutar contra uma infecção num membro, depois de os gânglios linfáticos regionais terem sido removidos; como tal, os membros terão que ser devidamente "protegidos" de cortes, arranhões, nódoas-negras, mordidas de insectos ou queimaduras que possam levar a infecções. Se surgir uma infecção, deverá ir imediatamente ao médico. QUIMIOTERAPIA A quimioterapia afecta tanto as células normais como as cancerígenas. Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, principalmente, dos fármacos e doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-cancerígenos afectam, essencialmente, células que se dividem rapidamente, como sejam: ◦Células do sangue: estas células ajudam a "combater" as infecções, ajudam o sangue a coagular, e transportam oxigénio a todas as partes do organismo. Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, a pessoa poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer "nódoas-negras" (hematomas) ou sangrar facilmente, podendo, ainda, sentir-se mais fraca e cansada. ◦Células dos cabelos/pelos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes. ◦Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos. IMUNOTERAPIA Algumas pessoas desenvolvem uma erupção cutânea, no local da injecção; podem, ainda, apresentar sintomas do tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, cansaço, fraqueza, perda de apetite, náuseas, vómitos e diarreia. A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves que, regra geral, desaparecem quando o tratamento é interrompido. RADIOTERAPIA Os efeitos secundários da radioterapia dependem, essencialmente, da dose e do tipo de radiação, bem como da área a ser tratada. Nesta zona, a pele poderá tornar-se vermelha, seca e sensível. Poderá, também, perder o cabelo e/ou pêlos da zona tratada. Durante a radioterapia, poderá sentir-se muito cansado, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O descanso é importante, mas, geralmente, o médico aconselha as pessoas a manterem-se activas, dentro do possível. Os efeitos da radioterapia, na pele, são temporários, e a zona irá sarar, gradualmente, assim que termine o tratamento. Pode, no entanto, haver uma alteração duradoura na cor da pele. Se tiver um efeito secundário particularmente grave, poder-lhe-á ser sugerida uma interrupção do tratamento.

sábado 22 outubro 2011 11:02


Amigos e Amigas

Blog de gabyzynha :BLOG DA GABY, Amigos e Amigas

A dois meses descobri que tenho cancer de pele, o mais grave deles o Melanoma Maligno, com isso venho alertar a todos que deixem a vaidade de lado, e evitem o sol, usem protetor ate nos dias nublados. Hoje me arrependo de nao ter feito isso, sempre cuidei muito da aparencia e ignorava a doença, hoje alem de estar sofrendo com isso, vou ter que fazer enxerto no braço e barriga.

Entao meninas, protejam-se!!!!!

 

sexta 03 junho 2011 19:38


Ola gente, quero divulgar minha loja virtual !!! convido a todos para conhecer!!!

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quarta 01 dezembro 2010 22:07


Primeiros socorros: Acidente com animais peçonhentos

ACIDENTES COM 

ANIMAIS PEÇONHENTOS

 

Os critérios para a classificação das serpentes a partir da observação da cabeça triangular, escamas, olhos ou cor do animal são bastante falhos, sendo assim é aconselhável não afirmar se a cobra é ou não peçonhenta com base apenas na observação dessas características.

Para descobrir se a cobra é ou não peçonhenta, há uma regra geral: caso a cobra apresente um orifício situado entre o seu olho e narina, chamado de fosseta lóreal, a cobra pode ser considerada peçonhenta, é a chamada "cobra de quatro narinas". A única exceção a essa regra é a cobra coral, que não apresenta essa peculiaridade, porém é bastante chamativa, pois é bem colorida.

O grau de toxicidade da picada depende da potência, quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida. No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devido a serpentes dos gêneros Botrópico, Crotálico e Elapídico.

 

Sinais e Sintomas: 

1. Botrópicos: (Urutu, Jararaca, Jararacuçu) - Fortes dores no local, inchaço, vermelhidão ou arroxeamento e aparecimento de bolhas. O sangue torna-se de difícil coagulação e pode-se observar hemorragia no local da picada, bem como na gengiva.

2. Crotálico (Cascavel): Quase não se vê o sinal da picada, e também há pouco inchaço no local. Alguma hora após o acidente se observa a dificuldade que o paciente tem de abrir os olhos, acompanhada de visão "dupla" (vê os objetos duplicados). O paciente fica com "cara de bêbado". Outro sinal é o escurecimento da urina, após 6 e 12 horas da picada, caracterizando pela cor de coca-cola. É responsável por 9% dos acidentes.

3. Elapídico (Corais): Pequena reação no local da picada. Poucas horas após, ocorre a "visão dupla", associada à queda das pálpebras; a vítima também fica com "cara de bêbada". Outro sinal é a falta de ar, que pode, em poucas horas, causar a morte do paciente.

 

Caso você encontre uma vítima de uma serpente, proceda da seguinte forma: 

· Deixe a vítima em repouso absoluto.

· Mantenha a parte afetada em posição mais baixa que o corpo, para dificultar a difusão do veneno.

· Lave o local com água e sabão.

· Afrouxe as roupas da vítima, procure retirar acessórios que dificultem a circulação sangüínea da vítima.

· Tranqüilize a vítima.

· Se for possível, capture a cobra, viva ou morta, para posterior identificação no CIAVE (Centro de Informações Anti Veneno, no Hospital Roberto Santos em Salvador, Ba).

· Dirigir-se urgentemente a um serviço médico. Procure socorro, principalmente após trinta minutos em que ocorreu o acidente.

· A vida do acidentado depende da rapidez com que se fizer o tratamento pelo soro no hospital mais próximo.

 

Medidas que só atrapalham e que não devem ser feitas:

· Torniquete, garrote, incisões e sucções na picada NÃO devem, sob nenhuma hipótese, serem realizadas porque bloqueiam a circulação e podem causar infecção, necrose e gangrena na vítima.

· Infusões e fazer a vítima beber álcool ou gasolina , em nada ajudam a melhora da vítima.

· Fazer com que a vítima se movimente e ou corra, pode fazer com que o veneno se espalhe pelo corpo, agravando o estado da vítima.

Mais importante que prestar socorro nesse tipo de acidente é fazer a prevenção:

· Não trabalhar ou andar descalço em jardins;

· Não mexer em buracos no chão ou em paredes;

· Olhar bem para o chão ou em paredes; Olhar bem para o chão quando estiver caminhando;

· Ter cuidado com montes de folhas, capim seco, e com mato;

· Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) são os melhores para as cobras se alimentarem;

· Mantenha jardins e quintais limpos; não deixe perto de casa restos de materiais de construção;

· Só ande em regiões de matas com botas até os joelhos.

· Não ataque esses animais, nem procure importuná-los. Eles o atacarão apenas ao sentirem-se ameaçados.  

 

Surucucu
 (Lachesis muta)

A maior cobra venenosa da América do Sul, chegando a medir, quando adulta, 4,5 m. Encontrada na Floresta Amazônica e Mata Atlântica. Responsável por cerca de 3% dos acidentes. Outras denominações: pico-de-jaca, surucutinga, surucucu- de-fogo, surucucu pico-de-jaca.

Cascavel
(Crotalus durissus)

Possui chocalho na ponta da cauda e chega a medir 1,6 m de comprimento. Preferem os campos abertos e regiões secas e pedregosas. Responsáveis por 8% dos acidentes ofídicos que ocorrem no País. Outras denominações: boicininga, maracabóia e maracambóia.

                   

Jararaca                  e                     Jararaca Pintada

(Bothrops jararaca)                          (Bothrops neuwiedi)

Sua cauda é lisa. Quando adulta, seu tamanho varia entre 40 cm a 2 m. Existem mais de 30 variedades que apresentam diferentes cores e desenhos. São encontradas em todo o País e responsáveis por 88% dos acidentes registrados. Outras denominações: caiçaca, jararacuçu, cotiara, cruzeira, urutu, jararaca-do-rabo-branco, surucucurana.

                       

        Corais (Micrurus corallinus    e    Micrurus frontalis)

Encontradas em todo o País, têm hábitos noturnos e praticam o canibalismo. Durante o dia descansam. Responsáveis por apenas 1% dos acidentes registrados. A coral é considerada a mais perigosa do Brasil, seu veneno age no sistema nervoso e pode levar uma pessoa a morte em poucos minutos. Outras denominações: coral verdadeira e ibiboboca.

 

Acidentes com Escorpiões: 

 

 

Os escorpiões são seres que só picam quando se sentem ameaçados.

São animais de hábito noturno. Têm como habitat ambiente pouco desbravado e bastante recluso.

Apesar do folclore que existe acerca desse animal, a sua letalidade depende da toxidez da picada, da quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida.

Grande parte das vítimas desse tipo de acidente consegue sobreviver.

O veneno dos escorpiões é neurotóxico (age no sistema nervoso central).

A sua picada geralmente é dolorosa. Em casos mais graves pode ocorrer parada respiratória ou parada cardíaca, principalmente quando acomete crianças e pessoas idosas.

 

Sinais e Sintomas:

· Náuseas.

· Sialorréia.

· Cefaléia.

· Visão turva.

· Torpor.

· Parestesia ou formigamento.

· Queda da tensão arterial.

 

Como prestar primeiros socorros para uma vítima picada por um escorpião:

· Deixe a vítima em repouso absoluto.

· Mantenha a parte afetada em posição mais baixa que o corpo, para dificultar a difusão do veneno.

· Lave o local com água e sabão.

· Afrouxe as roupas da vítima, procure retirar acessórios que dificultem a circulação sangüínea da vítima.

· Tranqüilize a vítima.

· Se for possível, capture a cobra, viva ou morta, para posterior identificação no CIAVE (Centro de Informações Anti Veneno, no Hospital Roberto Santos em Salvador, Ba).

· Dirigir-se urgentemente a um serviço médico. Procure socorro, principalmente após trinta minutos em que ocorreu o acidente.

· A vida do acidentado depende da rapidez com que se fizer o tratamento pelo soro no hospital mais próximo.

 

Acidentes com Aranhas:

 

Armadeira (Phoneutria)

Cor marrom acinzentada com manchas claras formando pares no dorso do abdome. O animal adulto mede 3 centímetros de corpo e até 15 centímetros de envergadura de pernas. Não faz teias. Habita terrenos baldios, escondendo-se,  durante o dia, em fendas, sob casca de árvores e até dentro de residências  (principalmente em roupas e calçados). É extremamente agressiva. Após a picada, ocorre dor intensa e imediata no local e, em casos mais graves, suor e vômitos.

Aranha de grama
(Lycosa sp)

Cor marrom acinzentada, apresentando um desenho em forma de seta no abdome. O animal adulto mede de 2 a 3 centímetros de corpo e 5 a 6 centímetros de envergadura de pernas. Habita campos e gramados e não é agressiva. No local da picada, pode ocorrer leve descamação da pele.

Aranha Marrom

(Loxosceles)

Cor marrom, abdome em forma de caroço de azeitona, mede aproximadamente 1 centímetro de corpo e 3 centímetros de envergadura de pernas. Vive sobre cascas de árvores, nas residências, atrás de móveis, nos sotãos e garagens. Não é agressiva. Dor pouco intensa no momento da picada, mas, entre 12 a 24 horas após, ocorrem, no local da picada, bolhas e escurecimento da pele (necrose). Também pode ocorrer escurecimento da urina, febre, vermelhidão e coceira na pele.

Aranha Caranguejeira (Pachistopelma Rufonigrum)

Cor marrom escuro, coberta de pêlos, podendo atingir até 25 centímetros de comprimento com as patas estendidas. Dificilmente pica. O que ocorre com maior frequência é uma reação alérgica pela ação irritante dos pêlos do seu abdome, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado.

Viúva Negra

(Latrodectus)

Aranha de cor avermelhada com desenho em forma de ampulheta no ventre. Mede aproximadamente 1.5 cm de corpo e 3.0 cm de envergadura de pernas. Vive em residências rurais e em plantações. É muito ativa durante o dia. Não é agressiva. Causa muita dor no local da picada, que se irradia imediatamente. Contrações e dores musculares, podendo evoluir para convulsão. Suor, dor abdominal, vômitos, podendo ocasionar até choque.

 

São animais que só atacam quando atacados, não são agressivas. As aranhas apresentam uma peculiaridade: possuem hábitos domésticos, muitas vezes fazendo seus ninhos dentro de nossas casas, talvez por isso os acidentes com aracnídeos são mais comuns comparados com os que ocorrem com escorpiões e ocorre com mais freqüência entre os meses de março e maio.

 

Sinais e Sintomas:

Os sintomas apresentados pelas vítimas desses acidentes são muito parecidos com os das vítimas de escorpiões.

 

Como prestar primeiros socorros para uma vítima picada por uma aranha:

Os primeiros socorros também são os mesmos prestados aos acidentes ofídicos.

 

Acidentes com Taturanas:

 

Taturana

(Lonomia sp.)

As lagartas venenosas são a fase larval das borboletas ou mariposas. Possuem pelos ou espículos simples ou arborecentes por onde secretam veneno (que são substâncias alergenas) que causa coceira, provoca queimaduras e dor. As lagartas do gênero Lonomia, também conhecidas como Taturana, são lagartas de cor marrom-claro-esverdeado, com manchas amarelo-escuro. Apresentam listras de coloração castanho-escuro ao longo do corpo e espinhos ao longo do dorso. Não ultrapassam 6 a 7 centímetros. A reação imediata ao contato é de ardência e edema local. Hemorragia pode ocorrer precocemente (antes de 72 horas) quando o contato é maciço, ou tardiamente (após 72 horas) quando o contato é superficial. Pode haver insuficiência renal.

sexta 03 setembro 2010 09:31


Primeiros socorros: Fraturas

FRATURAS

 

Fratura:

É a ruptura total ou parcial do osso e podem ser fechadas ou expostas.

 

Fratura fechada:

Na fratura fechada não há rompimento da pele, ficando o osso no interior do corpo.

 

Fratura exposta:

Fratura na qual há rompimento da pele. Beste tipo de fratura ocorre simultaneamente um quadro de hemorragia externa, existindo ainda o risco iminente de infecção.

 

Identificação:

Dor local:

Uma fratura sempre será acompanhada de uma dor intensa, profunda e localizada, que aumenta com os movimentos ou pressão.

 

Incapacidade funcional:

É a incapacidade de se efetuar os movimentos ou a função principal da parte afetada.

 

Deformação ou inchaço:

Ocorre devido ao deslocamento das seções dos ossos fraturados ou acúmulo de sangue ou plasma no local. Um método eficiente para se comprovar a existência de deformação é o de se comparar o membro fraturado com o são.

 

Crepitação óssea:

É um ruído produzido pelo atrito entre as seções ósseas fraturadas. Este sinal, embora de grande valor para diagnosticar uma fratura, não deve ser usado como método de diagnóstico para não agravar a lesão.

 

Mobilidade anormal:

É a movimentação de uma parte do corpo onde inexiste uma articulação. Pode-se notar devido à movimentação anormal ou à posição anormal da parte afetada. Este método, assim como o anterior, não deve ser forçado. No caso de dúvida, sempre considerar a existência da fratura.

 

Tratamento da fratura fechada:

· Aplicar tração em fraturas de membros sempre que possível;

· Imobilizar a fratura mediante o emprego de talas, dependendo das circunstâncias e alinhamento do osso;

· Imobilizar também a articulação acima e abaixo da fratura para evitar qualquer movimento da parte atingida;

· Observar a perfusão nas extremidades dos membros, para verificar se a tala ficou demasiadamente apertada;

· Verificar presença de pulso distal e sensibilidade;

· Tranqüilizar o acidentado mantendo-o aquecido e na posição mais cômoda possível;

· Prevenir o estado de choque;

· Remover a vítima em maca;

· Transportar para o hospital.

Obs: Como em qualquer traumatismo grave, a dor e o estado psicológico (stress) podem causar o choque, devendo o socorrista preveni-lo.

Em fraturas anguladas ou em articulações não se deve tracionar. Imobilizar como estiver.

 

Tratamento da fratura exposta:

Este tipo de fratura é caracterizado pela hemorragia abundante, risco de contaminação, bem como lesões de grande parte do tecido. As medidas de procedimento são:

· Gentilmente, tentar realinhar o membro;

· Estancar a hemorragia, mediante emprego de um dos métodos de hemostasia;

· Não tentar recolocar o osso no interior da ferida;

· Prevenir a contaminação, mediante assepsia local, mantendo o ferimento coberto com gaze esterilizada ou com as próprias roupas da vítima (quando não houver gaze);

· Imobilizar com tala comum, no caso de fratura onde os ossos permaneçam no seu alinhamento, ou empregar a tala inflável, a qual estancará a hemorragia (tamponamento) e prevenirá a contaminação;

· Se não for possível realinhar a fratura, imobilizá-la na posição em que estiver;

· Checar a presença de pulso distal e sensibilidade;

· Nos casos em que há ausência de pulso distal e/ou sensibilidade, o transporte urgente para o hospital é medida prioritária;

· Prevenir o estado de choque tranqüilizando a vítima e evitando que veja o ferimento;

· Remover a vítima em maca;

· Transportar a vítima para o hospital.

Obs: Fraturas e deslocamentos na região do ombro (clavícula, omoplata e cabeça de úmero) devem ser imobilizadas com bandagem.

 

sexta 03 setembro 2010 09:30


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